Aliados de Flávio Bolsonaro admitem que o embate entre Romeu Zema e o ministro Gilmar Mendes tem potencial de tirar votos do presidenciável do PL, mas não o suficiente para tirá-lo do segundo turno contra Lula. Por outro lado, a postura de confronto coloca o ex-governador de Minas Gerais como “radical”, o que ajudaria a fixar a imagem de “moderado” de Flávio junto ao eleitor, avaliam os aliados.
Zema vem adotando um discurso de candidato antissistema (contra os intocáveis dos 3 Poderes), promete “passar a faca” nas contas públicas e impor uma política de austeridade. Como um dia fez Fernando Collor, o presidenciável do Novo afirma que vai acabar com os privilégios, a começar pelo fim dos supersalários.
Desconhecido na maior parte do país, Zema usa o bordão do ex-candidato Enéas e se apresenta aos finais dos vídeos nas redes sociais com “Meu nome é Zema” ou o “Chico Bento” mineiro.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


