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Sem mulheres, aliados de Flávio Bolsonaro se apegam ao antipetismo para vencer Lula

Às vésperas da reunião de Flávio Bolsonaro com lideranças femininas do PL, repercute negativamente o comentário de Paulo Figueiredo sobre a “qualidade” do voto das mulheres.
Segundo o “auxiliar” de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, mulher em geral “vota muito mal”, principalmente as solteiras porque as casadas tendem a acompanhar a posição do marido.
Nos bastidores, aliados de Flávio no Brasil concordam com a tese e dizem que ela se baseia em “dados” estatísticos e coerentes, atenuando o linguajar chulo do Figueiredo. Os bolsonaristas sabem o peso da repercussão desse comentário em meio a crise com Michelle Bolsonaro – que reclamou dos ataques promovidos contra ela pelo grupo que vive fora do país – e não à toa falam em oferecer a vice da chapa para a ex-primeira-dama (o que não deve se concretizar).
Apoiadores do 01 admitem, no entanto, não esperar o apoio do grupo de Eduardo, pelo contrário. Velha raposa da política, Valdemar Costa Neto tem ciência da importância de se atrair o voto feminino, por isso vai se esforçar para colocar panos quentes na relação de Michelle com Flávio.
Sem qualquer perspectiva de reconciliação entre madrasta e enteado, aliados do senador se apegam na tese de que a vitória bolsonarista se dará com a ajuda da alta rejeição a Lula e do antipetismo, mesmo sem o apoio de Michelle e com os equívocos de Eduardo.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Reprodução

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