Enquanto Flávio Bolsonaro se preparava, nos Estados Unidos, para criar uma agenda positiva para sua campanha, no seu berço político mais uma operação policial abalava o palanque bolsonarista. A ação da PF mirou em seu único candidato confirmado ao Senado pelo Rio de Janeiro, o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União).
Flávio já havia perdido Cláudio Castro para outra investigação e há quem duvide que os nomes apontados para a segunda vaga vão correr o risco de disputar contra os favoritos Benedita da Silva (PT) e Marcelo Crivella (Republicanos) – e ficar sem foro privilegiado.
A ação policial de ontem provoca um estrago em cadeia no palanque do primogênito de Jair Bolsonaro. Além da necessidade de repensar os postulantes ao Senado, a campanha terá de definir uma estratégia para reduzir os danos na chapa de deputados federais. Isso porque sem Canella, Antonio Rueda – presidente da federação União/PP – terá dificuldades em puxar votos para a legenda porque sua candidatura para deputado federal estava vinculada ao ex-prefeito. A federação está na aliança local do PL.
Os aliados de Flávio foram alvos de uma sequência de operações policiais recentemente. A de ontem nao será a última, apontam fontes.
No cenário atual, o palanque de Flávio no Rio tem apenas Douglas Ruas como candidato ao governo. Sem a esperada máquina para torná-lo mais conhecido, Ruas larga prejudicado na corrida.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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