Valdemar Costa Neto disse na segunda-feira, em entrevista à Globonews, que Cláudio Castro seguirá postulando o Senado pelo Rio de Janeiro “se puder ser candidato”.
É uma mudança de tom da cúpula do PL, que até pouco tempo dizia que não haveria troca na chapa estadual. Isso porque, mesmo estando inelegível, a expectativa era que os ministros que foram indicados por Jair Bolsonaro poderiam reverter a condenação e liberar a candidatura do ex-governador no TSE.
Ontem, o ministro André Mendonça deu sinalização oposta e autorizou busca e apreensão contra Castro no âmbito das investigações do caso Master. É a segunda operação contra o ex-governador em pouco mais de 10 dias. Castro foi alvo, desta vez por ordem do ministro Alexandre de Moraes, de operação por suspeita de blindagem aos negócios da Refit.
A maré não está boa para o PL. Além de Castro, que até meses atrás tinha sua eleição ao Senado praticamente garantida no Rio, o partido contava em continuar no comando do Estado, mas o STF determinou a permanência do governador interino.
Para piorar, o site The Intercept anunciou que novas revelações serão publicadas nesta semana. O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, informou que pediu a Mendonça que investigue os “vazamentos seletivos” contra o filho 01 do ex-presidente.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


