Carlos e Eduardo Bolsonaro apenas replicaram o vídeo do irmão e não comentaram, ainda, as declarações da madrasta. Uma operação no PL foi montada para contê-los e não estender o conflito público.
As deputadas Júlia Zanatta e Carol de Toni conseguiram acalmar o 02, que vive agora em Santa Catarina. Valdemar Costa Neto esteve nos Estados Unidos e, de lá, conseguiu convencer Eduardo a não reagir.
O vídeo de Michelle surpreendeu, mas não é a primeira vez que a ex-primeira-dama age por conta própria. Em 2022, ela passou por cima de um acordo do PL no Distrito Federal para eleger Flávia Arruda senadora e fez campanha por Damares Alves. A amiga de Michelle venceu a ex-ministra das Relações Institucionais de Jair Bolsonaro.
O episódio de quarta-feira reduziu a perspectiva de que a madrasta poderá fazer campanha por Flávio Bolsonaro. Há quem se apegue, no entanto, na “fé” de que Michelle atuará para derrotar o PT no momento crucial.
Fora do foco da imprensa, os petistas avaliam que a briga familiar não altera os votos no bolsonarismo raiz, apesar do “torpedo no casco” da candidatura, mas pode comprometer o voto em Flávio do eleitor médio. A leitura é que a intenção de Michelle não é se habilitar para 2030, mas “derrubar” o enteado em 2026 e levar a vaga.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Sérgio Lima/Poder360

