Nascida para explorar o escândalo do roubo de aposentadorias e pensões, a CPMI do INSS se encaminha para o fim nesta semana sem grandes revelações.
Caso não haja uma reviravolta, deputados e senadores terão a partir da próxima semana um palanque a menos no Congresso para explorar o caso do Banco Master e o suposto envolvimento de Fábio Luís, o Lulinha. Ainda que a CPMI tenha exposto a movimentação bancária de mais de R$ 19 milhões do filho do presidente Lula, não conseguiu provar que ele recebeu repasses do Careca do INSS.
O relatório final já está praticamente pronto e deve ser lido na quarta-feira. O relator deve incluir no documento as entidades que fraudaram os aposentados, os empréstimos consignados e as brechas legais que permitiram os desvios.
A CPMI não conseguirá acrescentar nas investigações novos nomes além dos que a Polícia Federal já apresentou. No capítulo sobre consignados, também não se espera novidades no relatório.
No momento em que a novela da CPMI tinha tudo para ampliar sua audiência com os desdobramentos do Master e o cerco a Lulinha, as cenas finais serão de parlamentares nadando e morrendo na praia.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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