O reenvio da indicação de Jorge Messias para o STF é um movimento que requer cautela e depende de uma série de circunstâncias para se confirmar.
Não há dúvidas de que Lula não abrirá mão de sua prerrogativa, assim como é certo que o presidente vai surfar na boa onda que vem se formando a seu favor e que vem devastando o adversário. Caso as pesquisas confirmem o aumento da intenção de votos para o petista, o Palácio do Planalto possivelmente se sentirá revigorado a insistir numa indicação, seja ela qual for.
Se colar a narrativa no eleitorado de que Messias foi sacrificado pelo acordão entre Legislativo e Judiciário ou que ele foi rejeitado porque era favorável ao aprofundamento das investigações sobre o caso Master, o governo terá mais um ponto de pressão sobre o Senado.
Qualquer iniciativa do governo, no entanto, depende também de Davi Alcolumbre e precisa pegá-lo num momento de fragilidade ou proximidade. O Senado tem, até o recesso, oito semanas de funcionamento – não contabilizando o feriado de Corpus Christi. Depois, o Congresso costuma funcionar em ano eleitoral com uma semana de esforço concentrado em agosto e outra em setembro. Quanto mais próximo da eleição, mais difícil ficará.
Mais do que o empenho pessoal de Lula, tudo vai depender de um verdadeiro “alinhamento de astros” para realmente acontecer.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Agência Brasil


