Enquanto o governo trata diretamente com Hugo Motta da PEC 6×1 na Câmara, neste momento não há ninguém do Executivo fazendo a mesma articulação com o Senado.
A principal matéria do ano para o Executivo está sendo acelerada na Câmara, mas não há negociações ainda com Davi Alcolumbre para dar o mesmo tratamento à proposta quando ela for aprovada pelos deputados. O governo quer concluir a aprovação no Congresso até meados de julho.
Neste momento, o foco está na sondagem a Alcolumbre, via ministros José Guimarães e José Múcio. Alencar Santana, presidente da comissão especial na Câmara que analisa a PEC, disse nesta semana que Motta se comprometeu em tratar da apreciação da proposta no Senado com Alcolumbre. A PEC tem larga aprovação na Paraíba, então a tendência é que Motta ajude mesmo nas conversas porque eleitoralmente o assunto também o interessa.
Ontem, o presidente da Câmara fez audiência pública no Estado e levou à tiracolo o ministro Luiz Marinho (Trabalho), onde foi defendido a conclusão da tramitação antes das eleições.
Nos bastidores, os aliados do governo apostam que a popularidade da proposta será suficiente para Alcolumbre dar celeridade à votação. Se o Senado não votar, ficará na conta dele.
O Palácio do Planalto tem feito cálculos do quanto dependerá do presidente do Senado nesta reta final da gestão Lula 3. A conclusão é que o projeto dos Minerais Críticos vai andar naturalmente porque é de interesse dos empresários. Já a MP do Novo Desenrola dá prazo de 90 dias para as pessoas aderirem e renegociarem. A MP tem validade de 120 dias e o governo pode deixá-la caducar.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Reprodução/Instagram


