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Em ano eleitoral, esquerda contrata mais polêmica

A escolha de Erika Hilton para presidência da Comissão dos Direitos da Mulher está rendendo bate-boca na Câmara e tem potencial de reeditar o embate entre esquerda e direita de 2013, quando o deputado Pastor Marco Feliciano assumiu a Comissão de Direitos Humanos da Casa. Foi nessa ocasião que Jair Bolsonaro travou acaloradas discussões com o então deputado Jean Wyllys e passou a ter mais projeção nacional.

O roteiro agora é o mesmo, com a diferença de que o revezamento dos ataques à Erika parte de toda bancada feminina bolsonarista. A estratégia da oposição foi incluir parlamentares homens na primeira sessão deliberativa da comissão e questionar a representatividade da deputada trans. Inconformada com a eleição da deputada do PSOL, a bancada feminina do PL avisou que vai apresentar recurso para reverter a indicação.

O PSOL tem ficado isolado no confronto com a oposição. Parlamentares de outros partidos da base governista avaliam que foi um erro a indicação de Erika, que isso leva o governo Lula ao debate numa seara em que ninguém queria mais polêmica: a do conservadorismo.

Muitos parlamentares consideram que o comentário do apresentador Ratinho teve a intenção de levar a atenção do eleitorado para um campo que seu filho, o governador e pré-candidato à Presidência Ratinho Jr., transita. Ao final, o apresentador deu munição para todo o bolsonarismo que, neste aspecto, se alinha com o pensamento de mais da metade da população.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Reprodução

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