Dificilmente Lula e Flávio Bolsonaro participarão de debates no primeiro turno desta eleição presidencial.
O candidato do PL declinou do convite da Band ontem com o argumento de que se Lula não iria, não fazia sentido ir porque os participantes confirmados “não eram seus adversários”. Na verdade, Flávio e Lula tinham o mesmo motivo para faltar ao primeiro embate televisivo: a presença de Renan Santos.
Seguindo o modelo caótico e agressivo de confronto lançado por Pablo Marçal na eleição municipal passada, Renan usou adjetivos pesados para se referir ao atual presidente e ao filho de Jair Bolsonaro, o que certamente provocaria tumulto se ambos estivessem presentes.
Enquanto só três candidatos debatiam, o petista teve mais de 20 minutos de entrevista amigável na TV Record, onde pode falar o que quis e sem ser contestado. Questionado sobre o caso Lulinha, o presidente disse que ninguém ficará impune se tiver cometido erro e que busca uma relação civilizada com os Estados Unidos, prometeu devolver os territórios ocupados pelos criminosos à população e anunciou que educação financeira será um programa para combater o endividamento das famílias.
Com os líderes nas pesquisas de intenção de voto ausentes, sobraram ataques e cobranças de presença nos próximos debates “para se defenderem”. Com Renan em modo “franco atirador”, a tendência é que quem está confortavelmente garantido no segundo turno não queira “dar palco” para o candidato do Missão.
Romeu Zema – cuja ausência sequer foi sentida – farejou que não teria destaque. Mesmo sem perder o tom crítico contundente, Ronaldo Caiado foi o único que conseguiu entregar conteúdo e, perto de Renan, se mostrou moderado.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Renato Pizzutto/Band

