Dias após anunciar que procuraria o presidente dos Estados Unidos, o presidente Lula decidiu distensionar a relação bilateral e promoveu uma conversa “cordial e amistosa” com Donald Trump. Segundo o informe do Palácio do Planalto, em mais de uma hora de conversa, o norte-americano “concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes” e ainda propôs que os representantes dos países voltem a se reunir “o mais brevemente possível”.
Não houve avanços práticos nas negociações sobre o tarifaço, mas a iniciativa é um acerto político do governo ao demonstrar que não fechou as portas para os Estados Unidos. Ao procurar Trump, Lula desarma o discurso dos adversários de indisposição ao diálogo e indica que o petista não quer o confronto com um dos principais parceiros comerciais do Brasil, mesmo tendo iniciado os trâmites de análise da reciprocidade e buscado o amparo da Organização Mundial do Comércio.
A ligação a Trump também vem em boa hora. A campanha da reeleição enfrenta a crise provocada pelos vazamentos contra Lulinha e precisava criar uma pauta positiva.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Ricardo Stuckert


