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Caso Lulinha: antecipar para frear vazamentos das investigações

A conversa do presidente Lula com Marco Aurélio Carvalho, um dos advogados de Lulinha, é a sinalização mais clara da campanha petista de que os vazamentos recentes estão causando prejuízos eleitorais relevantes.
Enquanto a defesa do primogênito de Lula estuda pedir o fim do sigilo dos inquéritos sob relatoria do ministro André Mendonça, a PGR pediu ao STF que as investigações sobre tráfico de influência sejam enviadas à primeira instância. Há dúvidas se a Corte vai conceder a queda do sigilo. A apuração sobre o lobby no governo depende de Mendonça.
A discussão sobre o fim do sigilo faz parte de uma estratégia de antecipação política, onde a campanha petista poderá expor agora tudo o que ainda resta ser divulgado e, de quebra, pressionar o adversário a fazer o mesmo.
Lula tem um argumento a seu favor: as movimentações dos amigos de Lulinha não prosperaram no governo. Já o candidato do PL levou R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro e não detalhou até hoje a prestação de contas do filme Dark Horse.
Para Lula, se tudo sobre o filho for revelado agora, a repercussão negativa poderá se dissipar na memória do eleitor até 4 de outubro. Por outro lado, a ala bolsonarista da PF terá pouca munição para usar a conta gotas contra o petista.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Nelson Almeida/AFP

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