As chuvas começaram a castigar os municípios do Rio Grande do Sul e estão entrando na pauta da campanha eleitoral.
Candidatos da direita e da esquerda já criticam o “timing” de ação do governo de Eduardo Leite e seu plano de contingência. Na terça-feira, o governador deu uma previsão que não se confirmou, o que foi a senha para os adversários atacarem.
Leite vem fazendo boletins em suas redes sociais para explicar aos gaúchos a situação de momento. A estratégia inicial visava combater a proliferação de perfis falsos em redes sociais que, usando imagens antigas de inundações no primeiro momento, estavam criando pânico na população. O governo estadual vinha derrubando os perfis falsos, mas agora não tem dúvidas de que o componente eleitoral será um problema adicional a ter de lidar em meio à crise climática.
Com a memória da tragédia de 2024, o gaúcho ficou sensível ao tema e, com a repetição das chuvas intensas em ano eleitoral, a performance do governo de Leite – que tenta alavancar a candidatura de Gabriel Souza (MDB) – será alvo e entrará na ordem do dia do eleitor. Até aqui, Gabriel não decolou e a tendência atual é que Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) disputem o segundo turno.
As águas de julho podem afogar de vez a candidatura do escolhido de Leite ou salvá-lo da derrota já no primeiro turno, a depender de como o governo vai sair da crise.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Órion Filmes, Prefeitura de Lajeado


