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Um aceno de Alcolumbre à direita, outro para a esquerda

Vinte e quatro horas após a primeira rodada de pressão dos bolsonaristas em que se esquivou, Davi Alcolumbre disse no plenário que convocaria sessão do Congresso para análise de vetos presidenciais. Ontem, no fim da tarde, ele anunciou a apreciação do veto ao projeto da Dosimetria no dia 30 deste mês.
Ciente de que sua reeleição para a presidência do Senado em 2027 não será tão fácil como foi a última, Alcolumbre faz um gesto de boa vontade para a oposição – que tem tudo para turbinar a bancada na próxima legislatura. Neste cenário, o nome de Rogério Marinho é o mais cotado para disputar a cadeira que hoje está ocupada por Alcolumbre.
O que dava um fio de esperança aos governistas era a indisposição do presidente da Casa em ler o requerimento de criação da CPMI do Banco Master (a CPI pleiteada pelos senadores está parada no gabinete do ministro Nunes Marques).
No mesmo discurso em que prometeu conversar com as partes envolvidas para convocar a sessão do Congresso, Alcolumbre lembrou que a prerrogativa de definição da pauta de votação era “única e exclusiva” dele.
Para demonstrar imparcialidade, Alcolumbre também anunciou o encaminhamento à CCJ da indicação de Jorge Messias para o STF. O gesto para o governo veio com o calendário pronto: sabatina e votação no plenário no dia 29 de abril.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Andressa Anholete, Agência Senado

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