Quem defendia a instalação da CPMI do Master aproveitou ontem a sessão conjunta do Congresso Nacional para cobrar Davi Alcolumbre publicamente. Sem muita cerimônia, o presidente do Congresso avisou que a prerrogativa da decisão era dele e se recusou a abrir a comissão, apesar da insistência dos partidos governistas e da oposição.
Alcolumbre convocou a sessão para agradar aos prefeitos que estão em Brasília para a Marcha em Defesa dos Municípios. O senador pautou a análise de vetos presidenciais de quatro dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que foram derrubados. Os vetos impediam 3.118 municípios inadimplentes, com até 65 mil habitantes, de fazer convênios para receber recursos federais.
O PT passou a defender a criação da CPMI desde a sessão de derrubada do veto da dosimetria. Pelo acordo entre o Centrão e o PL, Alcolumbre pautaria a dosimetria e, em troca, o partido de Jair Bolsonaro não demandaria a instalação da comissão durante a votação. Naquela sessão, o PSOL questionou a leitura do requerimento de criação da CPMI, mas foi ignorado no plenário por Alcolumbre.
Com Flávio Bolsonaro acuado pela revelação de sua relação com Daniel Vorcaro, o PL voltou a pregar a instalação do colegiado. O partido avisou em plenário que vai recorrer ao STF para forçar a instalação.
Apesar da retórica de defesa da CPMI, não é de interesse dos partidos avançar e expor publicamente as investigações explosivas do caso Master.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Andressa Anholete, Agência Senado


