Após o jogo de empurra entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, os candidatos se comprometeram em abrir seus sigilos fiscal e telemático. O documento foi apresentado ao ministro André Mendonça, que jogou para os postulantes a iniciativa de divulgar seus sigilos por conta própria.
A expectativa era que o ministro encaminhasse a solicitação dos dados às operadoras de telefonia e ao BC e o resultado só fosse conhecido após o segundo turno. Isso porque não haveria tempo hábil para a análise dos documentos e relatórios que seriam produzidos. De qualquer forma, a tendência é o eleitor votar no próximo domingo sem a divulgação dos sigilos porque não há indicação do que as candidaturas vão fazer após a manifestação de Mendonça.
Os petistas comemoraram ontem o fato de Flávio ter “entrado na pauta” do adversário, o que foi visto como o “primeiro erro” estratégico do candidato do PL. A resistência da campanha de Flávio – que criou uma série de condicionantes para aceitar o desafio – também vem sendo celebrada porque, na avaliação dos petistas, aumentaria a dúvida entre os eleitores em disputa e a percepção de que ele tem algo a esconder.
Há, no entanto, o receio de que o gesto de transparência de Lula se vire contra o próprio candidato se o oponente resolver pinçar primeiro algum item menor dos dados do petista para criar um factoide com a intenção de desviar a atenção de algum ponto relevante sobre Flávio.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Leobark Rodrigues/Secom/TSE

