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Cúpula do TSE cogitou suspender canais de WhatsApp, mas a prudência falou mais alto

O comando da Justiça Eleitoral até pensou em suspender canais de WhatsApp nas 48 horas que antecederiam a eleição presidencial, mas recuou após se dar conta que o resultado das urnas no domingo se encaminha para a imprevisibilidade. A ideia de André Mendonça surgiu no momento em que o deputado André Janones anunciou uma mega live após o debate na TV Globo.
O canal “Exército do Lula” atingiu ontem 7 milhões de seguidores e Janones prometeu ficar 24 horas no ar com os apoiadores da campanha, passando novas orientações para manter a militância ativa até a véspera da votação.
A ação nas redes sociais seguirá em paralelo às mobilizações de rua. Os candidatos terão agenda de campanha até o sábado, o que é permitido pela Justiça Eleitoral. Nesta linha, interditar a comunicação pelos meios digitais abriria brecha para questionamentos mais contundentes em relação à imparcialidade do TSE.
Ao negar a possibilidade de suspender os canais por WhatsApp, Kassio Nunes Marques apenas se antecipou ao veto que viria da maioria da Corte e deu sinais de pragmatismo político. O ministro sabe que há um movimento eleitoral favorecendo Lula – ainda que não haja sinais de que o crescimento será suficiente para virar votos.
Pensando em seu próprio futuro, Nunes Marques fez um recuo estratégico, afinal o petista não está totalmente liquidado. Se Lula for reeleito, a correlação de forças no STF muda e não valerá a pena acumular mais um ponto de indisposição com o presidente da República.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Luiz Roberto, TSE

O efeito das redes sociais e a arrancada final