A semana que deveria marcar o coroamento definitivo do LRCAP 2026 está sob forte tensão política e jurídica. O certame, que caminhava para sua fase final de adjudicação e assinatura dos contratos, se transformou no epicentro de uma guerra de narrativas políticas no Congresso com ações em diferentes frentes.
A ofensiva ganha novos contornos com a entrada da FIESP no embate, historicamente contra o governo do PT, ao ajuizar pedidos de suspensão do leilão e solicitar ingresso como parte interessada. Há receios sobre o nível de influência da FIESP.
Nos bastidores, a percepção é a mesma: a disputa extrapolou a discussão técnica sobre potência e passou a integrar o ambiente de desgaste político do governo.
Um dos agentes envolvidos na mobilização contra o resultado LRCAP reconheceu, reservadamente, que o sistema elétrico brasileiro demanda contratação de potência firme e as térmicas são as mais preparadas para atender a urgência. No entanto, a fonte reconhece que houve uma contratação além do necessário.
Os opositores do governo exploram a narrativa de impacto tarifário — estimando um aumento de até 20% na conta de luz — como instrumento de mobilização da opinião pública. Do outro lado, o contra-ataque das térmicas ainda não ganhou tração, embora empresas e associações já tenham iniciado uma ofensiva de comunicação mais agressiva, disseminando vídeos e materiais com uma mensagem direta ao mercado e aos formadores de opinião: nenhum país do mundo sustentou sua segurança elétrica apenas com sistemas de baterias.
O ambiente é de elevada beligerância e a tendência é de intensificação da disputa nos próximos dias, justamente na semana considerada decisiva para o futuro do LRCAP. É cedo para dizer os rumos que essas narrativas e iniciativas tomarão, apesar do otimismo das térmicas.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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