O bolsonarismo parece ter reencontrado um caminho para atrair manifestantes à Avenida Paulista de novo, mas ainda assim passou longe dos 100 mil previstos inicialmente. Com o mote “Todos contra o STF”, a direita liderada por Jair Bolsonaro saiu das cordas graças ao ministro André Mendonça.
Apontado como “o ungido de Deus” por Michelle Bolsonaro, o ministro também foi eleito “o salvador da pátria” pelos manifestantes paulistas, num processo messiânico parecido com o que Sergio Moro viveu nos tempos de Lava Jato na mesma Avenida Paulista. De um lado o herói Mendonça, do outro o vilão Alexandre de Moraes.
Ontem, no entanto, o relator dos casos Master e INSS foi além e cumpriu o que há semanas já se difundia em Brasília: o boato de que afastaria o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. No mesmo ato, afastou também seu diretor de Inteligência, Leandro Almada da Costa. O ministro jogou para a turma referendar a decisão.
Já no plenário, se ainda há votos a serem conquistados na Corte para instaurar uma investigaçao formal contra Moraes, aumentar a temperatura dos ânimos e acuar a instituição colocando a opinião pública contra ela não é a melhor estratégia.
Na última sexta-feira, o presidente do Supremo, Edson Fachin, declarou que a condução do caso seria no tempo e na forma jurídica prevista pela legislação, sem pressa. Preocupados com a escalada dos acontecimentos, ex-ministros pediram ação firme e célere de Fachin.
Se antes o presidente do STF pretendia ganhar tempo, a nova ação do “novo Messias” obrigará Fachin a se posicionar logo.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Vittor Sales


