A liderança do governo na Câmara não vê nenhuma chance de aprovação neste ano do PLP 152/25, da regulamentação do transporte por aplicativo e entrega. O projeto emperrou na criação da tarifa mínima, sugestão que o Palácio do Planalto não abriu mão.
Fontes governistas e da oposição culpam o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, pelo fracasso nas tratativas com os deputados. Membros da comissão especial que estava formatando o projeto dizem que Boulos foi intransigente nas negociações. Entre os negociadores governistas, há reclamações de que o ministro atravessou um diálogo que estava sendo construído há três anos e seu comportamento “histriônico” teria atrapalhado o desfecho positivo para o governo.
O projeto acabou sendo mal-recebido por todas as partes. Manifestações contrárias de trabalhadores por aplicativo nesta semana ajudaram a enterrar o projeto. Na comissão especial, o discurso é que todas as demandas da categoria foram atendidas e que o impasse sobre a tarifa poderia ser contornado com mais conversas. Sem o avanço da proposta, a tendência agora é o “STF legislar”, reclamam os deputados.
Aliados de Boulos rechaçam a responsabilização do ministro e dizem que ele “caiu nas graças” de Lula, o que gera insatisfação. A proximidade de Boulos com Lula deve colocá-lo na cúpula da campanha de reeleição, cuja coordenação-geral deve ficar a cargo do presidente do PT, Edinho Silva.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom, Agência Brasil


