Apesar de Hugo Motta já ter dito publicamente que o fim da jornada de trabalho 6X1 seguirá a tramitação por PEC, o governo ainda deve tentar emplacar o projeto de lei sobre o assunto. O Palácio do Planalto quer ter o poder de veto, o que não acontecerá se for votado emenda constitucional.
A proposta que o Executivo defende é a escala 5X2 (sem exceções para manutenção da jornada 6X1), com redução da carga horária de 44 para 40 horas semanais e sem corte salarial.
No Planalto, há quem questione a declaração do ministro Luiz Marinho (Trabalho) à Folha de S.Paulo sobre a possibilidade flexibilização destes pontos. Fontes disseram ao BAF que só o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, é contrário à proposta por sua proximidade com a indústria.
O BAF apurou que o governo está disposto a conversar sobre cláusulas de transição para alguns setores (pequenos e médios negócios) e eventuais compensações. No entanto, não existe nesse momento uma fórmula fechada para eventual acordo, vai depender do andamento das negociações durante a fase de apreciação do mérito na Câmara.
Há um clima de tensão no ar envolvendo Marinho e o Guilherme Boulos (Secretaria Geral da Presidência), uma vez que o último entrou nos temas da área do ministro do Trabalho. A crítica é que as pautas da pasta de Marinho não evoluíram no governo Lula 3.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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