A repercussão do reajuste de 15% no Bolsa Família, anunciado pelo governo Lula ontem, teve críticas na direita e o principal adversário do petista, Flávio Bolsonaro, havia dado sinais de que não buscaria barrar a benesse na Justiça. No entanto, o deputado Zé Trovão (PL/SC) recorreu ao TSE contra o reajuste do programa, que elevou o benefício de R$ 600 para R$ 691.
A iniciativa do parlamentar tira de Flávio o ônus de se indispor com a massa eleitoral – principalmente no Nordeste, onde ele acaba de fazer um tour – e não prejudica o aliado de primeira hora. Isso porque o ex-caminhoneiro representa um Estado reduto do bolsonarismo e o discurso de que atuou para barrar uma “medida eleitoreira do governo do PT” rende até mais votos.
O senador Rogério Marinho (PL/RN) questionou o timing da medida, mas não ousou criticar o reajuste em si.
Dos candidatos à Presidência da direita, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) questionaram o anúncio restando 17 dias para o primeiro turno e fizeram um discurso para o eleitorado que entende as consequências da decisão para as contas públicas. Renan, no entanto, previu que, se Flávio for eleito, não revogará a “medida populista”. O candidato do Missão disse que também recorrerá à Justiça Eleitoral.
A denúncia de crime eleitoral de Zé Trovão será relatada pelo André Mendonça, o que por si só pode criar um embate político para além do caso Master e deixar o governo numa situação confortável de ter de defender um programa extremamente popular.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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