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O que sobrou da família Bolsonaro para liderar

Valdemar Costa Neto se encontrou com Jair Bolsonaro após a saída de Flávio do Brasil. Na primeira reunião com o presidente do PL após o fim da restrição dos contatos políticos durante o período eleitoral, Bolsonaro tinha na pauta a estratégia de atuação da oposição ao governo Lula a partir de agora e a definição de quem será a voz de comando na ausência do senador – que insiste no discurso de que vai liderar a direita de fora do país.
Do ponto de vista racional, a liderança natural do clã seria de Michelle Bolsonaro, que saiu vitoriosa das urnas sob todos os aspectos. Contra a ex-primeira-dama pesam a oposição dos enteados e a tendência a agir de forma independente, sem rédeas.
Do sangue de Bolsonaro, ficaram no Brasil dois filhos que, atualmente, não têm condições políticas de assumir a liderança da direita bolsonarista. Carlos não tem traquejo político, na gestão do pai exerceu influência na comunicação e não se envolveu nas articulações de governo. A cadeira no Senado vai exigir do ex-vereador do Rio uma habilidade que, até hoje, não demonstrou.
Jair Renan, o 04, é novato na política e, pela atuação como vereador em Balneário Camboriú (SC), tem tudo para se tornar uma figura folclórica na Câmara.
É cedo para decretar o fim do clã Bolsonaro. A direita bolsonarista ainda tende a sofrer influência das ações de Flávio, Eduardo e Paulo Figueiredo do outro lado do hemisfério. E o trio atuará fortemente para impedir que novas lideranças da direita se consolidem no Brasil.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Divulgação/PL-SC

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