No dia em que a Petrobras anunciou o reajuste do preço do diesel (que certamente não agradará aos caminhoneiros, categoria cara ao bolsonarismo), Arthur Lira reagiu à entrevista da estatal de ontem, quando a direção reafirmou que nada mudará na política de preços dos combustíveis. Segundo fontes, a posição pública da empresa soou afrontosa em Brasília e o presidente da Câmara fez questão de comunicar que amanhã discutirá com líderes partidários “alternativas”. Lira condenou a política de “simples repasse frequente”, afirmou que a pressão sobre o preço dos combustíveis é “insustentável” e enfatizou que o Brasil “não pode tolerar gasolina a quase R$ 7 e o gás a R$ 120”. As críticas do mundo político entraram no radar da empresa, que passou a se preocupar com eventual interferência externa e volta das indicações políticas.

Daiene Cardoso e Larissa Fafá – Direto de Brasília

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