A definição dos palanques de Minas Gerais poderá ter mais surpresas nos próximos dias.
Ontem, Flávio Bolsonaro anunciou Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, como candidato a governador pelo PL. Até poucos dias, o plano B para a ausência de Cleitinho Azevedo (Republicanos) era Marcelo Aro (PP). Nos bastidores, fala-se em retaliação porque o PP “não ajudou em nada” na formação do palanque de Flávio.
Roscoe – que vai disputar sua primeira eleição – foi cotado para ocupar o MDIC em um eventual segundo governo Bolsonaro e já vinha construindo uma rede de apoio para o bolsonarismo em Minas nos últimos anos. Empresário, Roscoe terá condição de atrair mais recursos para as campanhas estadual e federal, é visto como um perfil parecido com o do ex-governador Romeu Zema e “mais preparado” que Cleitinho para o cargo.
Na esquerda, uma aliança entre PT e PSOL trouxe dúvidas para a aliança com o PSB. Os petistas devem apoiar agora Marília Campos e Áurea Carolina (PSOL) para o Senado.
Insatisfeito, o partido de Rodrigo Pacheco se reuniu ontem à noite e cogitou lançar ao governo estadual o ex-procurador Jarbas Soares, que estava cotado para a segunda vaga ao Senado da chapa com o petista Patrus Ananias. O PSB rejeitou a possibilidade de Josué Alencar sair como vice de Patrus e acabou confirmando Jarbas como candidato a vice do petista.
Os pessebistas chegaram a procurar Cleitinho Azevedo e o Republicanos para costurar um acordo. Hoje, o diretório estadual do Republicanos anunciou que decidiu lançar candidatos ao governo e ao Senado, mas não confirmou se o cabeça da chapa será o senador.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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