A nova escalada do petróleo no mercado internacional voltou a colocar o diesel no centro das preocupações do governo. A combinação entre a alta do brent, a ampliação dos custos de refino e a redução das exportações russas fez aumentar a defasagem entre os preços domésticos e a paridade de importação, reacendendo o debate sobre a necessidade de ampliar novamente os subsídios ao combustível para evitar problemas de abastecimento.
Nos bastidores, a avaliação é de que o governo está em uma situação de ser obrigado a rever a política adotada no início do mês, quando reduziu parcialmente a subvenção ao diesel apostando em uma acomodação dos preços internacionais. O cenário mudou rapidamente, elevando a pressão sobre importadores e distribuidores.
Embora o abastecimento de julho e agosto esteja garantido, o alerta já bate a porta. Caso a disparidade entre os preços internos e internacionais persista – ao que tudo indica, o governo terá de adotar novas medidas para segurar os preços.
O tema é tratado com maior sensibilidade justamente pelo seu potencial impacto sobre a inflação e o custo do transporte de cargas às véspera da campanha eleitoral.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Isabella Gouveia


