Para além da nota oficial do governo que deu o norte institucional na resposta à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, o presidente Lula deu o tom enfático de como vai contra-atacar o movimento de Flávio Bolsonaro.
Em evento da Petrobras em Sergipe, o mandatário admitiu que os criminosos promovem “terrorismo” nas comunidades, mas alegou que o governo brasileiro vem combatendo essas facções. Lula cobrou que o governo norte-americano atue combatendo os criminosos que traficam armas para o Brasil e enviando os foragidos da Justiça brasileira, como o ex-deputado federal Alexandre Ramagem e o empresário Ricardo Magro, dono da Refit.
Altivo, o petista disse que não aceitará ser tratado como “moleque” e que o Brasil não é uma “republiqueta”. O presidente chamou Flávio de “traidor da pátria” e classificou o movimento como tentativa de “intervenção” dos Estados Unidos. Em tom provocador, Lula disse que se fosse pedir “intervenção para prender miliciano, eles ficavam presos lá”.
No mesmo dia, o vice-presidente também foi para o ataque. Em agenda no litoral norte de São Paulo, Alckmin criticou o egoísmo do “clã Bolsonaro” por trabalhar contra os interesses do país criando “factoides” com o objetivo de desviar a atenção da relação com Daniel Vorcaro e o escândalo do Master.
A palavra de ordem no governo é fazer o discurso uníssono de defesa da soberania e responsabilizar os bolsonaristas pelas consequências da medida dos Estados Unidos, em especial seus reflexos na economia e no sistema financeiro (leia-se PIX).
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Ricardo Stuckert/PR


