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Alcolumbre segue como incógnita para avanço do Redata

Cresce a percepção nos bastidores de que o Redata pode voltar a ganhar tração nas próximas semanas, à medida que a tensão entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o governo começa a ser gradualmente equalizada. Interlocutores do setor relataram ao BAF maior confiança na retomada do tema, embora ainda sem sinais concretos por parte do senador.
Mesmo após manifestações públicas de Lula e Geraldo Alckmin, Alcolumbre não fez qualquer aceno, o que reforça a leitura de um possível desconforto com o desenho atual da proposta. A avaliação corrente é de que o texto não atende aos interesses regionais do senador. A questão energética é vista como fator relevante, especialmente considerando que a região Norte não tem competitividade em fontes renováveis. Na prática, o formato atual do Redata tenderia a concentrar ainda mais os investimentos em regiões já consolidadas.
Sem avanços no Congresso, a tendência é que Régis Dudena, Secretário de Reformas Econômicas, lidere a articulação do tema após a saída de Igor Marchesini. Em nota enviada ao BAF, o Ministério da Fazenda informou que a exoneração ocorreu a pedido, que já estava previamente acordada com o ministro Dario Durigan e que foi desdobramento da mudança na titularidade da pasta.
Apesar de fontes nos demais ministérios envolvidos e dos setores apontarem o desgaste de Marchesini na condução das negociações, a Fazenda destacou que sua saída não está relacionada ao Redata e negou que tenha ocorrido concentração da pauta.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: André Borges

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