A carta lançada pelo PT ao eleitorado evangélico é mais um documento que ratifica compromisso com as bandeiras do partido e programas do governo, além dos feitos de Lula ao público cristão, do que uma sinalização significativa a um segmento onde a direita tem influência majoritária.
A sigla replica a justificativa de Lula para sua ausência na Marcha de Jesus e diz rejeitar “toda tentativa de transformar a religião em instrumento de manipulação política”.
Na prática, a mensagem dos petistas tenta dialogar com uma minoria evangélica que não tem ligação umbilical com o bolsonarismo.
O “timing” do partido se aproveita da dificuldade de inserção de Flávio Bolsonaro entre o eleitorado, como ficou evidente em sua participação na Marcha para Jesus – evento em São Paulo que costumava reunir mais participantes. O senador, inclusive, aguarda ansiosamente a entrada da madrasta em sua pré-campanha, o que não aconteceu até agora.
Apesar de citar alguns trechos bíblicos no documento, enaltecer o papel das igrejas na periferia e refutar os discursos de ódio, a carta deixa claro que o PT continua sem conseguir criar uma comunicação eficiente com os evangélicos e pregando apenas para “convertidos”.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: PT/Divulgação

