Após viagem internacional, o presidente Lula retoma a presidência com a missão de descascar alguns “abacaxis”. O governo já sabia que a repercussão negativa do desfile da Acadêmicos de Niterói se refletiria nas pesquisas de intenção de voto e o foco agora será traçar uma estratégia para retomar a perspectiva de crescimento.
A questão ultrapassa os problemas na comunicação, que foi malsucedida na defesa do governo nos últimos dias. A pasta de Sidônio Palmeira não soube lidar com as decisões equivocadas tomadas antes e as influências indevidas no episódio que opôs governo e conservadores, em especial os evangélicos.
A política de isenção do IR até R$ 5 mil salários-mínimos também não trouxe, até agora, a repercussão que se esperava. E as propostas que o governo ainda tem a entregar ao longo do ano no Congresso começam a sofrer com a disputa de protagonismo com a Câmara, como a PEC 6X1 e agora a tarifa zero. Lula 3 começa a ficar “sem bala na agulha”.
O petista precisa definir também, e com urgência, os palanques estaduais – coisa que o adversário já começou a estruturar.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Sérgio Lima/Poder 360


