Em um almoço reservado, Flávio Bolsonaro se reuniu com representantes das petroleiras, como Eneva, PRIO e TotalEnergies, entre outros nomes do setor. Mais do que uma aproximação com o candidato, o encontro tenta construir, desde já, pontes com uma eventual administração bolsonarista e espaço para influenciar sua agenda energética. Nesse ponto entra Adriano Pires.
Ex-diretor da ANP, fundador do CBIE e nome que chegou a ser cogitado por Jair Bolsonaro para comandar a Petrobras em 2022, Pires deverá funcionar como uma das principais referências de Flávio para energia e infraestrutura durante a campanha.
Suas posições são conhecidas pelo mercado: defesa de maior abertura para exploração e produção de petróleo e gás, ambiente mais favorável ao investimento privado e críticas aos subsídios e incentivos concedidos às fontes renováveis.
A aproximação interessa especialmente a um setor que conviveu, durante o governo Lula, com políticas ambientalista dominando a pauta, debates sobre tributação (vide o imposto exportação), questões relacionadas à conteúdo local e maior intervenção estatal na política energética .
Nesse ambiente, Flávio tenta se apresentar às petroleiras como uma alternativa de maior previsibilidade para o capital privado. A presença de Adriano Pires dá substância técnica a esse movimento.
Enquanto a campanha começa a ganhar forma, a indústria de óleo e gás já procura estabelecer seus canais com quem poderá ditar os rumos do setor a partir de 2027.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Andressa Anholete, Agência Senado


