Diante da dificuldade de se distanciar da crise no STF e do discurso bem-sucedido do bolsonarismo de que o governo se esforça para livrar Alexandre de Moraes da investigação do caso Master, os petistas ensaiam uma reação.
Ontem, a campanha de Flávio Bolsonaro insistiu na narrativa de que “Lula é Moraes, Moraes é Lula”. Agora, a ofensiva dos apoiadores do presidente da República será convencer o eleitorado de que “Flávio é Vorcaro e Vorcaro é Flávio”. Ao BAF, fontes afirmam que a estratégia é convencer os eleitores independentes de que o Banco Master é criação “da família Bolsonaro”.
Outra linha de atuação da campanha é pregar que todos os ministros – não só Moraes – precisam ser investigados, o que inclui Dias Toffoli, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça na “lista dos suspeitos”. Os últimos vazamentos colocam metade da Corte no radar dos investigadores, sendo cada ministro com algum grau de envolvimento com Daniel Vorcaro, direto ou indireto.
Os petistas insistem que a crise é um problema do Supremo, mas reconhecem que a percepção do eleitorado é outra e que a campanha de Lula precisa reagir. Eles se apoiam na expectativa de que o próximo capítulo da crise se concentre no candidato do PL.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


