Enquanto a saga de Flávio Bolsonaro rumo aos Estados Unidos acontece e alguns bolsonaristas pedem para que os apoiadores rezem pelo senador, a evangélica Michelle Bolsonaro ainda não deu sinais de que está disposta a entrar na corrente de preces. A ex-primeira-dama não incorporou o discurso de perseguição política, apenas se limitou a negar, nas redes sociais, que tenha confirmado aos aliados a saída do enteado do país.
A participação de Michelle na campanha de Flávio foi tímida e, com o pretexto de não poder sair de Brasília para cuidar do marido, se concentrou na eleição de Celina Leão ao governo do Distrito Federal. Se por um lado não ajudou Flávio como se imaginava, também não atrapalhou – cumprindo sua promessa de pacificar a relação familiar.
Um vídeo que circula nas redes sociais põe em dúvida até se a senadora eleita apertou 22 na urna no último domingo. Michelle esteve no bunker da governadora reeleita acompanhando a apuração no segundo turno, onde permaneceu na festa de comemoração. Não há registro de Michelle no bunker de Flávio no dia 25.
Na ausência de uma figura para liderar o espólio bolsonarista, Michelle passa a integrar o rol dos herdeiros, mas dificilmente Jair Bolsonaro “abençoará” a liderança de quem não tem seu sangue e que, por outro lado, sofrerá oposição dos filhos.
Tudo indica, até aqui, que os candidatos a líder da direita foram realmente surpreendidos por Flávio, que se rendeu à estratégia da ala radical bolsonarista, capitaneada por Eduardo e Paulo Figueiredo. O momento pode ser a janela de oportunidade para Michelle e outros nomes, como Tarcísio de Freitas e Nikolas Ferreira, marcarem posição.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Divulgação/Partido Liberal


