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Flávio viaja aos Estados Unidos e dificulta liderança da oposição ao governo Lula

Flávio Bolsonaro ensaiou na segunda-feira um discurso de liderança da direita nacional após a derrota eleitoral para camuflar o passo seguinte: a saída do país.
A iniciativa se deu após conversa com o pai, que teria – segundo os jornais – alertado sobre a possibilidade de prisão do filho 01. Não tardou mesmo para que o ministro Alexandre de Moraes determinasse, sem muita explicação, a apreensão dos passaportes dele.
O senador cumpre assim o roteiro anunciado previamente por Eduardo, o primeiro da família Bolsonaro a se autoexilar, a pretexto de criar uma narrativa de perseguição política. Não havia, naquele momento, mandado de prisão contra Eduardo, assim como não há agora contra Flávio.
O ex-presidente também optou por ficar uma temporada nos Estados Unidos para não passar a faixa presidencial e se afastar do caos civil que estava sendo fomentado, mas como não havia risco iminente de prisão, voltou à título de liderar a direita. Flávio perdeu as condições de exercer esse papel e não há ninguém na direita, neste momento, à postos para assumir essa missão – mas abre espaço para que novas lideranças surjam agora. Ele ainda viu nas últimas horas aliados do Centrão fazerem gestos a Lula e apoiadores bolsonaristas reconhecerem a vitória do adversário.
Com o fim da campanha eleitoral e a iminência da perda do foro privilegiado, Flávio decidiu não pagar para ver o desfecho das investigações sobre suas relações com o advogado Willer Tomaz e com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A expectativa agora é que Flávio conte com o governo de Donald Trump para deslegitimar o resultado das urnas e criar mais turbulência na relação entre os governos brasileiro e norte-americano.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Reprodução/Agência Brasil

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