Em Minas Gerais, petistas aguardam com ansiedade o sim do deputado Patrus Ananias para a oferta de Lula e esperam concluir as conversas que se arrastam por dias sobre o palanque do PT no Estado.
Desde 29 de maio, quando Rodrigo Pacheco anunciou publicamente que não será candidato ao governo local, o PT bate cabeça para montar uma chapa competitiva no Estado estratégico.
Em tese, o ex-prefeito de Belo Horizonte pode negar o pedido, como fez Marília Campos (a ex-prefeita de Contagem), mas a percepção de fontes é de que o martelo já está batido.
Novo líder do PT no Senado, Camilo Santana disse ao O Globo – num ato sincericida – que o partido não deveria ter candidatura própria em Minas por conta da má avaliação sobre o governo de Fernando Pimentel.
Em sua essência, o PT tem dificuldade em apoiar candidatos de outras legendas e só havia acordo para apoiar Pacheco porque a escolha era de Lula. Assim, era previsível a direção estadual aprovar uma resolução determinando que a candidatura seria resolvida internamente, fosse os deputados Reginaldo Lopes (autor da PEC 6×1) ou o Rogério Correia (vice-líder do governo).
Quem defendia a aliança com Jarbas Soares (PSB) ou Gabriel Azevedo (MDB) ficou isolado, restando ao ex-prefeito de BH ir para o sacrifício de uma eleição perdida.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Lula Marques


