A derrota, pela segunda vez, de um Bolsonaro nas eleições deixa em suspenso o futuro da família. Com quatro membros eleitos para o Congresso, o grupo terá voz e será estridente, sobretudo por parte do senador Carlos, mas, ao mesmo tempo, essa atuação poderá afastar aliados.
O Centrão já se movimenta em direção ao governo e sabe do peso que tem e o que pode vender. Ao não reconhecer a derrota, Flávio deixou a condição de líder – que, aliás, nunca teve, a não ser momentaneamente e por causa do apoio do pai.
Para manter relevância, a família insistirá no embate com o STF e já é dado como certo o impeachment de Alexandre de Moraes.
O espaço de líder da direita estará vago e é aí que Tarcísio de Freitas pode cavar um lugar. Mas terá de administrar um problema eterno àqueles que gravitam em torno dos Bolsonaros: não ser tachado de traidor.
No atual cenário, é muito difícil um Bolsonaro encabeçar a chapa presidencial em 2030, até porque Flávio terá muita dor de cabeça com os processos que se seguirão contra ele por conta do Master, por exemplo.
A direita e o Centrão têm interesse em Tarcísio, mas o governador terá de fazer movimentos que o deixem mais independente dos Bolsonaros, mas, ao mesmo tempo, sem lhe faltar com a gratidão.
Ser governador do maior Estado do país não é suficiente para lhe garantir vida fácil nas eleições de 2030.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Paulo Guereta


