O senador Flávio Bolsonaro desembarcou ontem no Brasil trazendo na mala um dos troféus que foi buscar: os Estados Unidos designaram o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Se o aperto de mão com o presidente Donald Trump não aconteceu, o pré-candidato conseguiu o que queria: mudar a pauta e sair, momentaneamente, do tiroteio a que estava submetido com as revelações de suas relações com Daniel Vorcaro.
O governo já esperava que algo do tipo fosse ocorrer – assim como aguarda novas sanções comerciais contra o Brasil.
Há várias implicações legais envolvendo a designação dos grupos criminosos brasileiros como terroristas, e o governo terá dificuldades de explicar tecnicamente o que, na cabeça do eleitor comum, é mais fácil de entender: PCC e CV são bandidos e por que não tachá-los de terroristas?
Mas há um problema que Flávio terá de explicar: os desdobramentos da Operação Carbono Oculto demonstram forte ligações desses grupos criminosos com gente graúda. Vorcaro teria, inclusive, recorrido a meliantes do jogo do bicho e milicianos. E aí vem novamente os áudios do senador com o ex-banqueiro.
As campanhas vão ter que se esmerar em explicações, mas, o fato do dia, é que Flávio saiu das cordas.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Reprodução/Metrópole


