O entorno do presidente Lula já identificou que o endividamento das famílias, sobretudo as com renda de até dois salários mínimos – 70% do eleitorado –, tem impedido que a população sinta os efeitos dos vários benefícios sociais pensados pelo governo para atender essa faixa salarial – desde vale-gás ao Bolsa Família.
Pressionado pelas pesquisas, Lula quer ser criativo – e aí mora o perigo. As soluções que estão sendo rascunhadas são mais do mesmo e é incerto que, em pouco tempo, produzam efeitos políticos.
A mais nova onda de criatividade é segurar o preço da conta de luz – além de pensar em mais “soluções” para o preço dos combustíveis na bomba.
Com o tempo cada vez mais escasso, e vendo Flávio Bolsonaro correndo na mesma raia da polarização, Lula não vai titubear em lançar mão de medidas com impactos fiscais, desde que isso possa lhe render alguns votos.
O fato é que o governo, o PT e Lula perderam o pulso do eleitorado mais pobre, e agora querem administrar o prejuízo por meio de remendos.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Divulgação/Agência Brasil


