Após a votação do texto que era possível para o PL Antifacção, a Câmara aprovou ontem a PEC da Segurança Pública num clima de quase unanimidade (487 A 15 no primeiro turno). A PEC 18/25 seguirá ao Senado com a expectativa de que seja votada na outra Casa antes do processo eleitoral, a depender do humor de Davi Alcolumbre.
Sem familiaridade com o tema, o governo se viu obrigado a aceitar o texto que converge com o discurso da oposição – de endurecimento da legislação – e se dar por plenamente satisfeito com a retirada do plebiscito sobre redução da maioridade penal da emenda constitucional.
Segurança será um tema crucial nas eleições presidenciais e o governo Lula terá pouca vitrine para mostrar. A expectativa era que a PEC aproximasse a gestão petista do assunto, mas sem maioria na Câmara, teve de ceder e aprovar uma proposta que, segundo admitiu a própria liderança do governo no plenário, preservou a espinha dorsal da proposta, mas não era 100% do que o Palácio do Planalto queria.
A esquerda terá de dividir os louros com a direita. E por se tratar de mudança na Constituição, o Executivo não terá a palavra final de sanção ou veto ao que o Congresso aprovar.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: José Cruz, Agência Brasil


