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As circunstâncias que motivam Alcolumbre a acenar para Lula

A primeira semana de esforço concentrado no Congresso será a oportunidade de avaliar o tamanho da boa vontade de Davi Alcolumbre com as pautas do governo após seu encontro com Lula.
Depois de meses de distanciamento com o Palácio do Planalto, a realidade bate à porta do presidente do Senado: sua perspectiva de seguir no posto a partir de fevereiro de 2027 está ameaçada. Na próxima legislatura, ele poderá ter como oponentes Tereza Cristina e Rogério Marinho, além de aprender a conviver com a possível liderança de Arthur Lira no carpete azul. Sem falar no caso Master, um fantasma que ronda o senador e trouxe sustos recentes, como o vazamento das mensagens de Fábio Farias a Daniel Vorcaro dizendo que Alcolumbre estaria ansioso pelas “suíças”.
Agora o senador precisa fazer mais gestos para se reaproximar de Lula. Fala-se que Alcolumbre atuou para neutralizar o Centrão na disputa presidencial o que, na verdade, foi uma operação que envolveu também Ciro Nogueira e Hugo Motta, ambos com interesses pessoais no acordo com o petista.
O presidente do Câmara já garantiu o apoio do governo do PT para seguir no posto e retribuiu imediatamente com uma declaração de apoio à reeleição de Lula.
Nos bastidores, corre a informação de que Alcolumbre já não estaria mais tão refratário à indicação de Jorge Messias para o STF. Obstaculizar o caminho do atual AGU, de fato, não ajudará o senador a restabelecer as pontes com o presidente da República.
Novo encontro com Lula deve acontecer hoje e Alcolumbre terá de apresentar ao mandatário uma lista de entregas relevantes.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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