A confirmação do governador de Goiás como candidato do PSD à Presidência da República não trouxe surpresas ao mundo político.
Na ala aliada do governo, a avaliação é que nada muda no cenário eleitoral, que o segundo turno já está definido entre Lula e Flávio Bolsonaro e que Ronaldo Caiado terá baixo desempenho nas urnas.
Tanto no PT quanto no PL, a análise é que Caiado vai se portar como “franco atirador” à serviço de Flávio. No Centrão, a percepção é que o governador está mais à direita que seus concorrentes no PSD e que será muito difícil crescer neste campo político a ponto de tirar votos de Flávio.
No PL, o discurso é que Caiado ganhará um ministério se o filho 01 de Jair Bolsonaro for eleito, mas o posto não teria sido definido ainda. A expectativa, segundo fontes, é que Caiado seja compensado futuramente com um ministério ligado à Segurança Pública.
A arte de se reinventar – Apesar dos esforços de Eduardo Leite para convencer o PSD de que ele é o verdadeiro candidato de centro para disputar a Presidência da República, o partido apresentou Ronaldo Caiado como seu postulante.
O governador de Goiás terá como desafio neste ano mostrar que é capaz de atrair o eleitor moderado e que não será linha auxiliar de Flávio nesta campanha.
Aos 76 anos, Caiado já disputou o cargo, sempre militou no campo da direita e não é bem uma “novidade” para o eleitor, diferentemente do que seriam os governadores Ratinho Jr. e Leite.
Desde que Gilberto Kassab anunciou que a sigla disputaria a eleição presidencial com candidato próprio, o Centrão pondera que não há muito espaço sobrando na direita e que a polarização inviabiliza uma terceira via.
Para se mostrar competitivo e não ser vítima do voto útil na reta final da campanha, como apostam muitos observadores, a missão de Caiado será tirar votos de Flávio e provar para o eleitor que ele pode vencer Lula num segundo turno.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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