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Pesadelo do governo é o aumento do gás de cozinha

A escalada recente no preço do petróleo já acendeu alerta máximo no governo em relação ao gás de cozinha. Hoje o gás é o ponto mais sensível, já que as famílias com menor renda serão as mais impactadas.
A percepção no Planalto é clara: diferente do diesel e o QAV, o GLP tem impacto imediato sobre a população de baixa renda, com potencial de rápida deterioração de popularidade. Não por acaso, já está em curso entre a Fazenda e o MME estudos para construção de uma resposta mais robusta.
Neste momento, está na mesa medidas como subsídio ao produto, reforço na fiscalização e monitoramento mais rígido dos preços ao consumidor — em linha com o que já foi feito no diesel.
O movimento também dialoga com a estratégia já em vigor que é o “Gás do Povo”, que busca justamente reduzir o custo do botijão e ampliar capital político junto às camadas mais vulneráveis. Um aumento relevante do GLP, neste momento, não apenas anularia esse esforço como criaria um passivo social imediato.
Com importadores já reportando custos até 60% superiores após o início da guerra, a tendência é de que a pressão sobre os preços domésticos aumente ainda mais. A estratégia neste momento é só uma: segurar ao máximo o repasse desses aumentos, evitando que o GLP se torne o principal vetor inflacionário — e político — da crise.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Reprodução

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