O ONS decidiu não acionar no domingo o Plano de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, mecanismo criado para evitar situações extremas de desequilíbrio entre oferta e demanda. A decisão foi tomada após a revisão das projeções de carga, que indicaram um consumo superior ao inicialmente esperado, além das medidas operativas adotadas pelo operador ao longo dos últimos dias.
A confirmação trouxe alívio ao mercado, especialmente após o alerta vermelho emitido na quinta-feira que mobilizou distribuidoras e reacendeu o temor de uma repetição do cenário observado no Dia dos Pais de 2025, quando o sistema operou próximo do limite de segurança. Ainda assim, o fato de o plano não ter sido acionado não elimina os desafios estruturais enfrentados pelo setor.
Nos bastidores, a avaliação é de que o ONS conseguiu evitar o acionamento do mecanismo extraordinário, mas às custas de elevados cortes na geração centralizada e de uma gestão cada vez mais complexa do sistema.
O episódio deste fim de semana reforça uma preocupação crescente entre agentes e especialistas: embora o sistema tenha evitado uma medida emergencial, a dificuldade em equilibrar a expansão da geração renovável com o crescimento mais lento do consumo continuará exigindo soluções estruturais nos próximos anos.
O alerta foi desarmado, mas o problema permanece sobre a mesa.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Valter Campanato, Agência Brasil


