A bagunça na definição de última hora dos palanques eleitorais nos Estados e no âmbito nacional certamente será uma das marcas de 2026. Em Alagoas, a ata da executiva do PL local prevê que se o deputado Alfredo Gaspar deixar de ser candidato a vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, a decisão que anulou sua candidatura ao Senado será automaticamente revertida, restabelecendo assim a proposta inicial aprovada em convenção estadual.
Desde a indicação ao posto de vice de Flávio, Gaspar vem sendo alvo de críticas tanto da direita como da esquerda. O PL ficou sem opção de quadros femininos para a função porque o Centrão se recusou a coligar com Flávio, restando aos bolsonaristas a escolha do deputado à toque de caixa. Se o plano nacional der errado até o dia 15 (data final do registro das candidaturas), o PL já tem sua vacina jurídica para retomar o palanque alagoano de Gaspar.
As atas das legendas, inclusive, se tornaram caixinhas de surpresa. Na da federação PP-União em Alagoas, indica-se Arthur Lira ao Senado e o apoio à candidatura de João Henrique Caldas (PSDB) ao governo estadual. Segundo o documento, o cargo de vice-governador pertenceria ao PL e não ao PDT de Ronaldo Lessa, como havia sido divulgado anteriormente.
Já a ata do PSDB desmente Flávio, que mencionou Marina Candia, esposa de JHC, como candidata ao Senado. Segundo a ata tucana de Alagoas, a ex-primeira-dama de Maceió vai concorrer à Câmara dos Deputados.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Jefferson Rudy, Agência Senado


