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Em São Paulo, Tarcísio esconde Flávio Bolsonaro

O debate da TV Bandeirantes no domingo refletiu integralmente a polarização no país: um candidato da direita e outro da esquerda disputando a preferência do eleitorado paulista. Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas participaram de um modelo de debate típico de segundo turno, com confronto direto e dentro dos princípios da civilidade.
Diferentemente de Lula e Flávio Bolsonaro, que não devem participar do debate do dia 23 promovido pela emissora, o atual governador de São Paulo e o petista trouxeram à discussão temas nacionais, como endividamento das famílias, ajuste fiscal, crise em estatais (como os Correios) e tarifaço – quando Haddad sugeriu que o governador colocasse “o boné certo na cabeça”.
Tarcísio também foi confrontado sobre segurança pública, violência contra mulher, recursos federais que compõem os investimentos no túnel Santos – Guarujá e privatização da Sabesp. Já o petista foi instado a explicar a política econômica do governo Lula, os juros altos e seus reflexos na vida da população e dos setores produtivos.
Ao final, Tarcísio listou novas promessas, entre elas a de melhorar a sensação de segurança da população – o calcanhar de Aquiles da sua gestão – porém, evitou citar o nome de Flávio Bolsonaro.
O petista cobrou a entrega dos compromissos da campanha de 2022 e enfatizou que Lula cumpriu a promessa de dar a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil. Apesar de não ter explorado com frequência a relação de Tarcísio com o bolsonarismo, Haddad fez uma provocação ao final após ser chamado de “pior prefeito de São Paulo”: mencionou a investigação sobre o suposto desvio de recursos da prefeitura paulistana para financiar o filme de Jair Bolsonaro, o que sinaliza a intenção do PT de explorar o Dark Horse na campanha em São Paulo.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Reprodução TV Bandeirantes

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