A estratégia de Alexandre Silveira para reduzir a concentração do mercado de gás nas mãos da Petrobras ganhou fôlego e começa a caminhar a passos largos. Em poucas semanas, três movimentos passaram a andar na mesma direção: gas release, abertura das infraestruturas essenciais e entrada do gás da União no mercado.
Na ANP, o gas release avançou com uma proposta mais conservadora, preservando o gás produzido pela própria Petrobras, mas atingindo sua atuação como compradora e revendedora de molécula de terceiros. Ao mesmo tempo, a agência colocou em consulta as regras de acesso aos gasodutos de escoamento e às unidades de processamento, uma das principais barreiras para a entrada de novos ofertantes.
Agora, o governo adiciona a terceira peça. O CNPE divulgou ontem uma politica que abre caminho para a PPSA ofertar diretamente o gás da União, prioritariamente à indústria, criando uma fonte adicional de oferta fora da Petrobras.
O desenho começa a se fechar: o gas release reduz a concentração comercial, a regulação das infraestruturas tenta abrir caminho para novos agentes e a PPSA coloca uma nova molécula no mercado.
Nenhuma medida isoladamente retira a predominância da Petrobras mas, juntas, representam a mais consistente ofensiva do ministro do MME até aqui para desconcentrar o mercado brasileiro de gás.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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