A diretoria da Aneel aprovou nesta quarta-feira nove processos tarifários de distribuidoras, consolidando uma rodada relevante de reajustes que variam entre 5% e 15%.
Parte das distribuidoras conseguiu mitigar os reajustes por meio da antecipação de recursos do UBP, caso de Neoenergia Coelba (5,85%), Energisa Sergipe (6,86%), Neoenergia Cosern (5,4%) e Energisa MT (6,86%). Por outro lado, distribuidoras das regiões Sudeste e Centro-Oeste recorreram a diferimentos tarifários para conter repasses mais abruptos. É o caso da CPFL Paulista (12,13%, com diferimento de R$ 812 milhões), CPFL Santa Cruz (15,12%, com R$ 59 milhões) e Energisa MS (12,11%, com R$ 21 milhões). Já a Enel Ceará teve reajuste de 5,78%, beneficiada por componentes financeiros positivos herdados do ciclo anterior, enquanto a Energisa Sul-Sudeste entrou em consulta pública com previsão de alta média de 7,23%.
O avanço dos reajustes ocorre em paralelo a um cenário de incerteza no Executivo. O governo ainda não conseguiu estruturar uma resposta consistente para conter a alta das tarifas e já recuou da principal alternativa em discussão, o empréstimo às distribuidoras. Desde então, vem sendo ventilado a possibilidade do uso do Bônus de Itaipu, que é insuficiente, e ajustes nas bandeiras tarifárias.
A própria Aneel projeta aumento médio de cerca de 8% nas tarifas em 2026, acima da inflação, com risco adicional de acionamento da bandeira vermelha, que já é dada como certa por especialistas.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Giuliana Vinci/ANEEL


