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Governo destrava gás da União

Depois de anos de expectativa, o governo destravou uma das principais peças de sua estratégia para ampliar a oferta de gás: a comercialização direta, pela PPSA, do gás natural da União.
Nesta semana, o MME abriu consulta sobre as regras do primeiro leilão. Em paralelo, PPSA e Petrobras fecharam o acordo que permitirá à estatal atuar como agente comercializadora.
Com isso, foi removido um dos principais entraves para o leilão, previsto para outubro, de cerca de 1 milhão de m³/dia. Mais do que monetizar a parcela da União, Alexandre Silveira quer usar esses volumes para pressionar o preço da molécula. O desenho tenta ainda pulverizar a oferta, evitando concentração em poucos compradores. O volume inicial do leilão da PPSA será limitado, mas o precedente é relevante.
A rodada de outubro inaugura uma sequência de leilões até 2030 e transforma o gás da União em mais um instrumento concreto da ofensiva do ministro de entregar o gás barato, que sempre prometeu aos grandes consumidores.
Embora tenha ganhado nessa frente, Silveira tem enfrentado forte pressão de Magda Chambriard para travar o avanço do gas release na ANP, justamente uma das frentes mais importantes para desconcentrar o gás das mãos da Petrobras.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Reprodução

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