Pré-candidato à presidência da República, o governador Romeu Zema (Novo) criticou na semana passada os repasses federais ao Nordeste, classificando-os como “ajuda eterna” e “moeda de troca” política. Na onda da polarização, Zema insiste na reedição da polêmica sobre a região.
O Consórcio Nordeste, grupo de governadores majoritariamente de esquerda, divulgou nota afirmando que os dados oficiais desmentem a narrativa. A nota diz que 73% dos desembolsos do BNDES em 2024 foram destinados ao Sul-Sudeste e que 92% da dívida dos Estados com a União estão nessas regiões.
O texto acusa Zema de oportunismo eleitoral e reforça que programas sociais e políticas de desenvolvimento regional são mecanismos de redução de desigualdades e não privilégios.
Ciente de que tem poucas chances de se tornar um presidenciável competitivo, Zema não demonstra preocupação em ganhar votos no Nordeste.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil


