O PLP 128/25, que reduziu os benefícios tributários, foi votado de madrugada na Câmara em clima de cansaço, pressa para entregar o texto ao Senado e plenário esvaziado, já que muitos deputados anteciparam as férias ou estavam em festas de confraternização espalhadas por Brasília.
O texto ainda estava sendo negociado enquanto os trâmites de discussão se iniciavam no plenário e contou até com a presença de Fernando Haddad na Casa durante a negociação final.
O PL, mesmo com a notícia dada pessoalmente pelo senador Esperidião Amin (PP/SC) de que será difícil concluir a votação do projeto da Dosimetria no Senado, sequer ensaiou resistência à votação. Havia acordo para que não fossem apresentados destaques e a votação do projeto fosse rápida. Só o Novo e parte dos oposicionistas de outros partidos fizeram discurso contra, reclamando do texto à toque de caixa e que o governo havia negociado emendas para garantir a aprovação do projeto que permitirá o fechamento das contas de 2025.
O Centrão colaborou, se aliou à base governista e adotou o discurso da justiça tributária, mas o pano de fundo é assegurar que não faltem recursos no ano que vem para eles.
Toda a correria era para viabilizar que o Congresso vote a LOA de 2026, afinal a experiência de votação atrasada do Orçamento neste ano também refletiu no calendário do pagamento das emendas e ninguém quer que isso se repita em pleno ano eleitoral.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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